O curso de Pilates Clínico Funcional se preocupa em fundamentar a aplicação dos exercícios em sua forma clássica como foi elaborado por Joseph Pilates, mas com o cuidado de refinar a execução dos movimentos, com maior estabilidade e controle possível, embasado pela literatura científica atual.

O curso é destinado para profissionais da área da saúde, como: fisioterapeutas, educadores físicos e terapeutas ocupacionais. Durante o curso será apresentado ao
aluno todo o entendimento quanto ao sistema de estabilidade e controle motor e como fazer as ativações específicas dos músculos relacionados à estabilidade do tronco (power house), durante o pré-pilates.

O aluno irá aprender também como realizar uma avaliação individualizada e funcional, além de saber como executar e corrigir uma gama de mais de 500 exercícios no solo, na bola, com acessórios e todos os equipamentos que compõem um estúdio de pilates.






HISTÓRIA DO MÉTODO PILATES

Joseph Pilates


Durante a I guerra mundial, enquanto internado em um campo de prisioneiros alemães, ele ensinou uma série de exercícios de sua criação para esses presos, que se mantiveram saudáveis durante uma forte epidemia. Nesse período, trabalhou ainda como enfermeiro voluntário, onde iniciou seu trabalho com molas presas ao leito com pacientes acamados.

Ao retornar à Alemanha após a guerra, ele trabalhou seus exercícios com policiais e militares e interagiu com os membros da comunidade de dança Rudolf von Laban e Hanya Holm. Em 1926, mudou-se para Nova York onde abriu um estúdio com sua esposa Clara e em 1934, escreveu a respeito da definição do sistema de contrologia.

Pilates definiu a contrologia como sendo um conjunto de mudanças de estilo de vida saudável e exercícios corretivos.

Joseph Pilates nasceu na Alemanha em 1880, próximo à cidade de Dusselford. Em sua infância foi uma criança muito doente que apresentava diversas patologias, como asma, febre reumática e raquitismo.

Devido à sua característica de ser uma pessoa muito ativa e determinada em fortalecer seu corpo frágil e doente, ele usou o exercício físico para superar suas debilidades físicas e se transformar em um adulto saudável e atlético. Em 1912, Joseph se mudou para o Reino Unido onde foi boxeador e treinador de autodefesa.


Joseph Pilates

Joseph Pilates

Pilates definiu a contrologia como sendo um conjunto de mudanças de estilo de vida saudável e exercícios corretivos. Ele descreveu ainda que a contrologia era o equilíbrio ou a completa coordenação do corpo, mente e alma, alcançado por abandonar os exercícios extenuantes e realizar atividades funcionais em uma postura adequada. Pilates ainda acreditava que uma pessoa saudável apresentaria uma mente forte e um controle total do próprio corpo e, para isso, criou diversos exercícios com a finalidade de alongar e fortalecer simultaneamente a musculatura, e que podem ser realizados com a resistência do próprio corpo no solo (matwork) ou em equipamentos de sua invenção contra uma resistência por molas.

Seu método e equipamentos de exercícios específicos alcançaram a popularidade entre dançarinos profissionais, tais como: George Balanchine e Martha Graham. Por isso, seu método foi caracterizado como um método de atividade física que combina arte e ciência, entretanto, era em grande parte desconhecido pelo público em geral. Vale lembrar que, apesar de ser um homem de capacidade inventiva admirável na constante criação de novos exercícios. Sua esposa Clara Pilates, também teve muito mérito no aperfeiçoamento dos exercícios ao longo do tempo, o que trouxe um grande benefício aos praticantes. Além disso, Joseph foi muito influenciado pelas filosofias e técnicas de movimentos e educação corporal oriental, como a ioga e as artes marciais.

Joseph Pilates morreu em 1967 e, a partir de então, os seus ensinamentos começaram a ser transmitidos por seus alunos, que influenciaram muitas outras pessoas a aprender e ensinar o seu método. Dessa forma, o nome Pilates ficou associado a uma forma de movimento que é cada vez mais popular em clínicas e academias. Nas últimas duas décadas houve um aumento significativo na popularidade dos exercícios baseados nos ensinamentos de Pilates. Seu método começou a ter grande difusão a partir de 1990. Nessa década, foram vistos nos EUA, mais de 700 estúdios e sites de reabilitação que usam o método. Já na Inglaterra, foram encontrados em torno de 100 estúdios e hoje encontramos profissionais que executam o seu método por todo o mundo com milhões de praticantes.

Devido à grande difusão do método por todo o mundo, seria improvável que pesquisas recentes sobre o sistema de estabilidade e controle motor não viessem a contribuir com o aperfeiçoamento e melhor entendimento do método. Dessa forma, o curso de Pilates Clínico Funcional, se preocupa em fundamentar a aplicação dos exercícios em sua forma clássica, como elaborado por Joseph Pilates, com o cuidado de refinar a execução dos movimentos, com maior estabilidade e controle possível, embasado pela literatura científica atual.








INTRODUÇÃO AO MÉTODO PILATES

Joseph Pilates, ao iniciar a sua grande jornada de elaboração de movimentos diversificados, necessitava estar pautado em alguns princípios que acreditava serem fundamentais para execução do método (abordagem clássica).

Entretanto, com o avanço no descobrimento do funcionamento do corpo e as recentes fundamentações científicas sobre o sistema de estabilidade e controle motor, podemos entender melhor esses princípios, realizando-os com embasamento fisiológico adequado (abordagem atual).








SOB A VISÃO DE JOSEPH PILATES - CONCENTRAÇÃO

A concentração/atenção durante a execução de um movimento é extremamente importante para que os músculos sejam ativados de forma coordenada e organizada, sem compensações de músculos acessórios.

Por isso, o método é preconizado de forma mais individualizada possível.


RESPIRAÇÃO

Respirar corretamente realizando inspiração e expiração irá energizar e revitalizar o corpo, melhorando a oxigenação por meio da entrada de ar fresco e expulsão do ar viciado.


CENTRO DE FORÇA (POWER HOUSE)

Ativar os músculos abdominais que compõem o nosso centro (tronco) irá levar energia do centro para as extremidades.


CONTROLE E PRECISÃO

Os movimentos devem ser controlados e precisos. Por isso é necessário que se concentre em um movimento único, preciso, harmônico e suave ao invés de focar em vários movimentos que podem levar a compensação.


FLUIDEZ

Os movimentos devem seguir uma sequência com harmonia, continuidade e fluidez. Imagine-se dançando uma música clássica.








MÉTODO PILATES - UMA VISÃO ATUAL

As investigações científicas sobre a ativação dos músculos do tronco durante o movimento humano foram limitadas por muito tempo apenas aos músculos superficiais de ativação fásica. Essas pesquisas demonstram uma consistente contribuição dos músculos superficiais no controle do movimento do tronco em reação as forças externas.

Entretanto, os músculos intrínsecos profundos da coluna e do tronco (transverso abdominal, diafragma, assoalho pélvico e multifidos) e estruturas passivas (fáscia tóraco-lombar) promovem uma contribuição importante no controle e estabilidade lombo-pélvica e do tronco. Essa contribuição ocorre de forma antecipada em relação aos músculos superficiais, para que estes possam controlar as forças externas sobre um pilar de sustentação estável.

Dessa forma, entender como tais músculos funcionam e saber ativá-los de forma específica vem fazendo todo o diferencial aos praticantes e traz toda a segurança de aplicação do método pilates por parte do profissional.



O TRONCO / CENTRO DE FORÇA (POWER HOUSE)

O sistema de estabilidade do tronco (power house). A estabilidade do tronco, centro de força, também conhecido como power house, quando é ativo, promove um centro (tronco) estável levando assim estabilidade para o sistema apendicular (extremidades).

Esse sistema é formado pelos seguintes músculos e estrutura passiva:

  • diafragma.
  • transverso do abdômen.
  • fáscia toracolombar.
  • assoalho pélvico.
  • multífidos.

  • O tronco / centro de força (power house)

    A ativação correta desses músculos e a interação entre eles são necessárias para a estabilidade do tronco, por meio do equilíbrio da pressão intra-abdominal, controle do conteúdo abdominal e tensão da fáscia toracolombar. Muitos músculos do tronco contribuem também para a respiração, além de sua colaboração para o movimento.

    O sistema nervoso central usa estratégias para coordenar as funções posturais e respiratórias dos músculos do tronco. Um exemplo é durante um movimento rápido e repetido dos braços, nesse momento o transverso e o diafragma apresentam uma ativação tônica, com modulação fáscia para a frequência de movimento e respiração.



    DIAFRAGMA

    O diafragma é o principal músculo da inspiração e apresenta direta relação com a estabilidade do tronco e controle postural.


    Diafragma

    Isso ocorre devido à sua atuação sobre a cavidade torácica e abdominal e aumento da pressão intra-abdominal.


    DiafragmaDiafragma

    Em conjunto com o diafragma, a contração do transverso do abdômen contribui para a estabilidade do tronco, antes e durante o movimento de um membro e esta ação é aumentada quando as demandas de carga e respiratórias aumentam significativamente.



    TRANSVERSO DO ABDÔMEN

    Transverso do abdômenTransverso do abdômenTransverso do abdômen

    O transverso do abdômen é o principal músculo estabilizador do tronco, uma vez que de acordo com as suas fibras, ele não apresenta condição de se contrapor aos movimentos de tronco durante a sua ativação.

    Em conjunto com o diafragma, o transverso é ativado para equilibrar a pressão intra-abdominal, controlar o conteúdo abdominal (redução da circunferência abdominal inferior), aumentar a tensão na fáscia tóraco-lombar (inserções do transverso) e aumentar a estabilidade da coluna e consequentemente do tronco.

    Em indivíduos com dor lombar o transverso perde a sua capacidade de contração antecipatória, reduzindo assim a estabilidade do tronco.

    Transverso do abdômen

    Transverso do abdômen



    MULTÍFIDO

    MultífidoMultífidoMultífido

    Com o aumento de tensão na fáscia tóraco-lombar promovido pela contração do transverso, os mulfítidos, também são ativados, por apresentarem inserções nessa fáscia.

    Os multífidos são responsáveis por 2/3 da estabilidade posterior da coluna lombar e apresenta um papel importante na propriocepção e no controle segmentar da zona neutra quando a coluna é desafiada. Nos casos de dor lombar aguda, ocorre uma atrofia desses músculos e essa atrofia pode ocorrer de forma unilateral no caso de dores em apenas um lado da coluna.



    ASSOALHO PÉLVICO

    Assoalho pélvico

    Associado ao aumento de pressão intra-abdominal causado pela contração do diafragma e transverso, o assoalho pélvico também responde por meio do aumento de tensão dos músculos pélvicos, promovendo assim uma coativação entre os músculos do assoalho, diafragma e transverso.

    Essa coativação é importante para o controle do aumento da pressão intra-abdominal e estabilidade da coluna e do tronco.

    Assoalho pélvicoAssoalho pélvico



    CONTINÊNCIA X INCONTINÊNCIA URINÁRIA

    Durante um momento de esforço qualquer, os músculos do assoalho pélvico são ativados para equilibrar o aumento de pressão intra-abdominal causado pela ativação do transverso e diafragma. Dessa forma, ocorrerá um aumento de tensão sobre a uretra, que irá levar à continência urinária.

    Quando um indivíduo tem inibição ou fraqueza desses músculos, essa tensão sobre a uretra é menor que a pressão do abdômen sobre a bexiga, ocasionando assim a incontinência urinária nas diversas situações de esforço ou qualquer tipo de situação que possa aumentar a pressão intra-abdominal. Exemplo: tossir, rir, espirar, assoar o nariz etc.


    Continência x incontinência urinária


    RESPIRAÇÃO

    A respiração é um ponto muito importante para os exercícios do método pilates, uma vez que o transverso contribui com a expiração, reduzindo o volume pulmonar expiratório final.

    Em indivíduos com dor lombar, já foi evidenciado mudanças no controle motor dos músculos abdominais (figura). Uma Respiração paradoxal ou apical demonstra alteração no controle da respiração, podendo influenciar diretamente no sistema de estabilidade do tronco, uma vez que ocorrerá uma ativação inadequada do diafragma e consequentemente a perda da relação de coativação com os outros músculos estabilizadores.

    Por isso, reorganizar a respiração, para uma respiração fisiológica abdominal irá favorecer a ativação do transverso, junto com a coativação do diafragma e assoalho pélvico. Dessa forma o tronco estará estável, pronto para sofrer carga e desafios relacionados aos exercícios de pilates.


    Respiração

    RespiraçãoRespiração


    COLUNA LOMBAR E PELVE EM NEUTRO

    A literatura descreve a zona neutra como sendo alguns graus de movimento controlados por reflexos proprioceptivos neuromusculares e de maior atividade dos músculos estabilizadores (multífidos).

    É uma região em que pouca resistência é oferecida à coluna e ocorre mínima sobrecarga na região intervertebral. Dessa forma, saber posicionar a lombar e a pelve em neutro irá reduzir a sobrecarga na coluna e aumentar a ativação dos multífidos.

    A posição neutra ocorre quando as espinhas ilíacas e o púbis estão alinhados no plano frontal.

    Coluna lombar e pelve em neutro



    GRADIL COSTAL

    A estabilidade do gradil costal é importante durante a realização dos exercícios, para evitar a sobrecarga na coluna lombar durante os movimentos de braço e extensão de tronco. Os oblíquos ativos durante os exercícios são quem mantêm o gradil costal estável. Mas devemos evitar uma contração muito forte, ao ponto de deixar o tronco em flexão.

    Essa contração só deve ser realizada durante os exercícios de pilates, após o transverso estar sendo ativo corretamente. Nunca contraia os oblíquos durante o trabalho de reorganização do transverso.


    Gradil costal


    CINTURA ESCAPULAR

    Cintura escapular

    Cintura escapular

    Durante os exercícios de pilates com os membros superiores livres (cadeia cinética aberta) ou apoiados (cadeia cinética fechada), o trapézio inferior e o serrátil anterior devem ser sempre requisitados, pois ambos auxiliam na estabilidade da cintura escapular durante os movimentos dos membros superiores.

    O trapézio inferior promove inibição dos músculos que elevam o ombro (trapézio superior e elevador da escápula), equilibrando e alinhando os ombros e o serrátil estabiliza a escápula posicionando-a melhor sobre o gradil costal. Ambos irão auxiliar a escápula na báscula externa durante o movimento de abdução de braço.

    A fraqueza do serrátil leva a um descolamento da escápula no gradil costal (escápula alada), criando um aspecto de ressalto da borda medial. Já uma fraqueza de trapézio inferior pode deixar a escápula mais anterior com possibilidade de ressalto do ângulo inferior.




    COLUNA CERVICAL

    Coluna cervical

    A coluna cervical, assim como a pelve e a coluna lombar, deve estar posicionada em neutra para melhor ativação dos músculos estabilizadores e menor sobrecarga na região intervertebral

    Os músculos estabilizadores da coluna cervical são ativos de forma isolada por meio do movimento crânio cervical.

    A realização desse movimento antes de qualquer exercício de exigência de sustentação da coluna cervical é de fundamental importância para evitar sobrecarga e dores na cervical durante a prática. A posição neutra ocorre quando a testa está alinhada com o queixo no plano frontal.










    PILATES E O SISTEMA NERVOSO CENTRAL

    Conheça os procedimentos aplicados ao pilates

    Conheça os procedimentos aplicados ao pilates
    Praticar pilates vai muito além da melhora relacionada às condições musculoesqueléticas. É preciso entender que praticar pilates significa criar novas experiências motoras que irão promover uma adaptação do sistema nervoso central (SNC) em resposta a essas experiências.

    Para entender melhor isso, é preciso saber que as células do SNC são dotadas de plasticidade e que os neurônios podem se transformar de modo permanente ou temporário em resposta à ação do ambiente externo. Sendo assim, a neuroplasticidade pode ser definida como a capacidade de adaptação do sistema nervoso, especialmente a dos neurônios, às mudanças nas condições do ambiente que ocorrem no dia a dia dos indivíduos. Conexões neuronais estão continuamente sendo estabelecidas e desfeitas, todas modeladas por nossas vivências e nosso estado de saúde e doença.

    Quando ocorre repetição de uma tarefa (ex.: exercícios de pilates) há uma redução no número de regiões ativas no encéfalo e quando uma tarefa é finalmente aprendida, somente regiões pequenas e distintas do encéfalo apresentam atividade aumentada durante a realização da tarefa. Dessa maneira, a repetição de um estímulo promove o estabelecimento de novas conexões sinápticas no SNC que são fundamentais para um novo aprendizado motor e nova aquisição de um esquema corporal por parte do praticante do método.

    Criar e estabelecer novas experiências motoras que necessitam de um controle neuromuscular muito mais elaborado que as atividades de vida diária irão proporcionar uma melhora postural, redução de sobrecargas e prevenção de prováveis lesões musculoesqueléticas. Ao elaborar uma aula de pilates, modifique os exercícios de forma gradual e, principalmente quando houver um bom aprendizado do aluno.

    Lembre-se, a repetição de um movimento é o que leva a novas conexões neuronais e ao aprendizado, então, evite mudanças muito frequentes de exercícios.









    A ARTE DE FAZER PRÉ-PILATES

    Se um dia alguém lhe perguntar: como vão os seus alunos de pilates? Qual seria a sua resposta? Estão bem, sem dor e evoluindo cada vez mais; ou estavam indo bem até o momento em que comecei a evoluir e daí em diante as dores foram aparecendo. Se a sua resposta for a primeira, então, certamente você deve estar fazendo um bom trabalho de pré-pilates. Mas se a sua resposta for a segunda, certamente algo deve estar errado.

    A arte de fazer pré-pilates está relacionada ao entendimento do sistema de estabilidade e a condição de pré-ativação dos músculos estabilizadores de forma específica. Para se fazer um bom pré-pilates é necessário entender a relação entre os músculos estabilizadores e mobilizadores e o momento de ativação de cada um desses grupos. Dessa forma, facilitar (ativar) os músculos estabilizadores de forma específica e antecipada em relação aos mobilizadores e fazer com que o seu aluno ou paciente aprenda isso é fundamental para a evolução e aplicação dos exercícios mais avançados do método.

    O pré-pilates é o momento em que devemos passar os princípios do método para praticante, de forma individual e específica. Neste momento o praticante irá aprender a respirar corretamente e contrair o transverso do abdômen, o assoalho pélvico e os flexores profundos da cervical e da cabeça, de forma específica e isolada. Será trabalhado também o posicionamento neutro de lombar e cervical, para a aquisição de um novo esquema corporal por parte do praticante, além do entendimento de como deve ser a ativação dos oblíquos para a estabilidade do gradil costal, o trapézio inferior e serrátil anterior para a estabilidade da cintura escapular e dos ombros.

    Durante o curso, o aluno irá vivenciar e aprender como realizar essas contrações de forma específica, sempre pautado em sinais clínicos específicos que auxiliam nesse entendimento.








    APLIQUE O CONHECIMENTO A SEU FAVOR

    O método pilates é uma técnica que trabalha todo o corpo ao mesmo tempo. Dessa forma a prática regular levará o corpo a modificações importantes e de forma consistente por um longo período.

    A seguir veja alguns dos importantes benefícios da prática regular do método.



    RESPIRAÇÃO

    Respiração
    O primeiro ponto importante do método antes de qualquer exigência de exercício é reorganizar a respiração para que o praticante possa ativar o seu centro de estabilidade de forma correta e sem compensação.

    Incentivar uma respiração abdominal irá ajudar no controle e estabilidade dos movimentos.



    ESTABILIDADE (CENTRO DE FORÇA / POWER HOUSE)

    Estabilidade (centro de força / power house)

    Após aprender a respirar de forma correta, o praticante irá aprender a contrair os músculos estabilizadores de forma correta e específica. Esse é o primeiro ponto de relato de modificações importantes por parte do praticante.

    Ativando o centro de estabilidade, o corpo estará pronto para executar os mais variados movimentos, sem compensação e sobrecarga articular.



    MELHORA DO ESQUEMA CORPORAL

    Melhora do esquema corporal
    Com o sistema de estabilidade ativo e pronto para a prática, o aluno irá aprender como o seu corpo deve se posicionar em neutro. A posição neutra leva a menor sobrecarga possível nas articulações.

    Dessa forma, praticar exercícios em neutro irá melhorar a postura, as dores, além de criar um novo esquema corporal por meio de novas conexões encefálicas, que são essenciais para a aquisição e manutenção de uma nova postura.



    CONCENTRAÇÃO, CONTROLE E PRECISÃO

    Concentração, controle e precisão
    Todos os exercícios devem ser realizados exatamente pelos músculos responsáveis pelo movimento solicitado. Dessa forma, estar concentrado irá evitar movimentos compensatórios realizados por músculos acessórios.

    Todos os exercícios devem ser realizados de forma controlada e nuca um desafio deve ser vencido de qualquer forma e sem qualidade de movimento.

    Por isso, realize os movimentos sempre de forma precisa e controlada. Sempre exija do praticante eficiência motora e nunca deixe acontecer um movimento de qualquer forma.



    EQUILÍBRIO

    Equilíbrio
    Durante os exercícios é importante sempre manter o equilíbrio entre as partes do corpo, isso irá ajudar na melhora postural.

    Outro ponto importante é a melhora do equilíbrio proprioceptivo devido à utilização de recursos de balance (bola, rolo, reformer etc.). Esses recursos auxiliam no treinamento das respostas proprioceptivas reflexas.



    FLUIDEZ (MOVIMENTOS HARMÔNICOS)

    Fluidez (movimentos harmônicos)
    Todos os movimentos de pilates são iniciados, realizados e finalizados em uma sequência organizada e devem ser executados de forma harmônica.

    Imagine-se dançando uma música clássica.



    FORÇA E ENDURANCE MUSCULAR

    Força e endurance muscular

    Durante a realização dos movimentos podemos utilizar uma forma variada de sobrecarga, desde a carga do próprio corpo até a carga de molas. Além disso, muitos movimentos têm certa exigência quanto ao tempo de manutenção, o que traz melhorias na condição da endurance muscular.

    Dessa forma, ganhar força e conseguir sustentar uma postura por um tempo maior irá melhorar as atividades de vida diária dos praticantes.



    FLEXIBILIDADE

    Flexibilidade

    O método exige sempre a prática de movimentos amplos e de muito alcance. Esse tipo de exigência de movimento irá melhorar a flexibilidade muscular do praticante e também toda a complacência do sistema neural periférico.